Fassamo gran fessa, gayofa, & frolia

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Idioma: [Língua de preto]
Ocorrência Uso litúrgico Local
Natal de 1700 Matinas: 2º noturno / 5º vilancico Sé de Coimbra Ver publicação


Estrivi llo.

Fassamo g[r*]an fessa, gayosa, & frolia,
Que sa[r] nosso angana siolo Malia
E a suas menina tan bonita hè,
Que faze hoje os pleto sarta de prazè,
Ay menina formosa,
Que nacida sa larala, larala,
Que hare fazè forra
Pleto de Guine, larele, larele.

COPLAS.

1.   Gente blan[c]o, que sar isso,
Porque ter tanto gayofa,
Que mim sar neglo buçaro,
E naõ entendè esses coiza?
2. Digame por vosso vida,
Que me [e]star luzindo os oya,
De ver tanta biza[r]ria,
Que nunca ha visso no Angora.
[?*]. Se vosso ter fessa rijo
Mim tambem ter huns viora,
Em que para acompanha sulo,        acompanha observações
No exemplar P-Cug R-17-19 (o) é adicionada, sem
a precisão de autoria ou dada, a seguinte correção:
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Sà fa[r]tando os sinco corda.
[?]. No vosso See dos Coimbra,
Sar cantando tanto So[r]fa,
Que mim fica em basbacaro
Muito de re mi fa sola,
[?]. Abre tuas oya pleto,
Esbugayaro, & redonda
Palave huns fermozula,
Que sar bereza dos groria,
Oya pala esses menina,
Tam bonita, & fermoza,
Que arrucia mais, que hum crystialo.
[?]. Se sar linda, porque chola?
[?]. Porque toro neglo, & blanco,
Samo glande pecadola
E os cativo de pecaro,
Vem fazer a toros forra.
[?]. Bem sa; pois mim que le ser
Sua negro, & servidola.
Deitailei os paya ao mura,
E aos boy se sar sua goza.
[?]. Pois mim que le selo aqui
Nesse See moço dos Cola
Qu[e] escorropicha os gayeta
Com toros os celimonia.
1. Mim sar plimelo, que vozo,
Que canta, & baya os chacoina,
E cos sotaina vermea
Hale palecè huns joya.
2. Mim ter miolo garganta
1. Pala aperta cum as corda,
2. Naõ sinaõ pala cantà
H[u]ns chanzoneta de alomba.
1. Oya, escuta huns cantigia.
2. Huns cantiga escuta, & oya.
1. Esgravuya esses marimba?
2. Repenica esses viora.


Endechas.

1.   Cara mia fermoso,
Nam chola mia belo,
Que sar my p[e]quenina
Palaza, [p]adece tantos tromento.
2. Enxuga os lagrimia,
Que aqui sar toro os pleto,
Que a sua merce faze,
Dança, gayofa, fessa, & forgamento
1. Se vozo sar cholozo
Esse Siolo veyo,
Ha de dar huns brinquia
Con que vozo ficar con gran contento.
2. Si vozo sar nuzia,
Bem pode, ser quizelo,
Acender nesses paya
Fogo pala aquentalo toro entero.
1. Si vozo suspira,
Nosotro, què falemo?
Si sar suas cativa,
Que vozo vem livrà dos cativelo?
2. Si nozo estàr curpado,
Porquè sar vos sofrendo?
Nam he bem pague o jusso
Poles especado lo suas neglo.
1. Sar mui duro armofada,
Mangedola groselo,
Ia vos vay acossumando
Recrinar os cabeça nuns madero?
2. Quem vos agazayara
Mia menina bero,
Nos entraya desse arma,
Porque naõ possa os frio padecelo.
[1.] O Ciolo Malia
Azeita là os deseo
Que a sua rozandario
Hemo fazê gran fessa em sua tempo
Perdoa esses cantiga,
Que cantar naõ sabemo.
Canta a vos os Angia,
No terra os paz, & groria nos inçerlo.


Estrivillo.

[* Observações: As mesmas dificuldades de leitura do P-Ln RES. 196//17 P. (caracteres mal impressos e a sobreposição da encadernação à página) foram verificadas no exemplar P-Cug R-17-19 (o).]