Oh Pedro, bozo inda dorme?

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Idioma: [Língua de preto]
Ocorrência Uso litúrgico Local
Natal de 1665 Matinas: 2º noturno / 6º vilancico Capela Real Ver publicação


1   Oh Pedro, bozo inda dorme?
oh cãzana despertà.
2 Inda agola me deitá.
1 Quem te arrancàra os bigode,
oh Pedro, Pedro, zombamo.
2 Não zombamo, mas dlomimo.
1 Dá cá hum fumaça plimo
pala vè se despertamo?
2 Vozo não sei que me quele,
semple anda a glitá, a glitá,
toro nada,
os Barrabá leve já a tua pele,
1 Bota logo hũas plegão,
que toro neglo se zunte
pala vai os plosição.
2 Plosiçaõ a mea note,
não tem peze, ni cabeça,
vòs neglo sà muito beça,
melece muito açote.
1 Oh, Pedro, bota plegão,
2 Levà voso hum coscorraõ.
1 Dize Pedro. Toro pleto.
2 Toro blanco.
1 Otro bes. Toro blanco.
2 Toro pleto.
1 De Angola, o de Santo Thome.
2 De Lisboa, o Santalem.
1 Iunta nos ponta de Alcantra.
2 Zunta nos bairro d'Alfama.
1 Que sâ camio de Berem,
2 Que he camio, donde?
1 De Berem.
2 Dos banda dalem.
3 Za os pleto acodimo
os plegaõ que aqui deità;
tambem Luiza aqui sá,
fala mossa.
4 Tambem vimo.
2 Aqui sà Andle cos arpa.
3 Luiza cos costanheta.
1 E Zoam cos bitangola.
2 E Thome cos sapeteta.
3 Toquemo os instromenta,
Zazu, Zazu, Zazu,
toquemo, bayemo, saltemo,
cos arpa, cos bandurrìa,
co as bitangola, & baixão,
tu tu tu, & tu tu tão,
que esse bela Nacimenta
roba nosso colação,
2 Za gola sabe cantà,
& os Fio de Malia,
cantemos todos huns letrìa
pala Menino aleglà.
3 Ola và, ola và,
esperà, esperà,
começá, que ya tardâ,
ola và, ola vá.
1 Deixá plima lo escarrâ,
ola vá.


Estribillo.

Tod. E le, le, le,
& la, la, la,
Deuso naciro nos paya està.
Turo zunto bayemo, & saltemo,
aleglemo a siolo Menino,
q̃ nace esta noite nũs pobre Portá,
a la, la, la.
Deuzo te guarde, q̃ fallas tão bẽ,
Pequenino tão glãde nũca vio Berem:
& le, le, le.
Que cousa em si tẽ q̃ faze pasmâ,
& la, la, la.
Turo zente rie, & elle cholà,
& la, la, la.
Esse Deuzo Home, q̃ naciro está,
he Siolo glande, não tẽ que falà,
falá, cantà, [s]altá,
dobla, redebla os carcayà,
toca nos zamba, & os bitangola
a soplo dos ven[t]o faze soà,
nos bico dos dedo saltos andà,
nos bico dos dedo saltos andà,
a Deuzo naciro q̃ nos paya està,
cantà, frugà, tucà,
se nos paya frugà,
que esse sua flio nosso fogo sà.


Coplas.

Menino dos mia vida,
        que sá tlemendo de flio,
        aqui traze hum vaqueilio,
        vesti mia Pequenina;
        tomá estes dois garìa,
        & começai a papà.
Tod. & le, le, le, & la, la, la,
        Deuzo naciro nos paya està.
Tambem aqui vem dois coco,
        que sá os fluta dos terra,
        yá sá cabaro os guerra,
        turo sá paz meu Siolo,
        yá vòs me tem feito forro,
        & bem posso passeâ.
Tod. & le, le, le, &c.
Eu sá neglo grão fidargo,
        & tlago setlo tambem,
        porque já foi f[e]ito Rey
        na Plosição dos Rosayro;
        tambem eu nũs campanayro
        sabe mui bem repicà.
Tod. & le, le, le, &c.
Toro zente que aqui he,
        chegà com glande aleglia,
        beijà os mão a Malia,
        & siolo São Zoze,
        eu cantá sol, fa, mi, ré,
        & quele glaganteà.
Tod. E le, le, le.
Zazu, eu faze hum sorte
        a esses Boy, que ahi sà,
        pòdeme os Mula apayà,
        & pespegà dois pinote,
        se eu pagá este porte
        poco contente irá.
Tod. E le, le, le.
Ficà embola Menino,
        ficà embola meu Amo,
        ficà embola Humano,
        ficà embola Divino,
        mandame dar huns cantio
        nos gloria celestià.
Tod. E le, le, le.