Olà Flancico Fluñado, Tume elè
| Idioma: Língua de preto |
| Ocorrência | Uso litúrgico | Local | |
|---|---|---|---|
| Natal de 1667 | Matinas: 2º noturno / 5º vilancico | Capela Real | Ver publicação |
1 Olá Francico Flunãndo, Tume, elè;
ba de gaysa, q̃ quèle furga, alà,
traze buse turu cascabè. Gua[m]gue.
Polque queremos os perna quebrà.
Guamguá.
Não fica neglo ri turo Guinè,
que não se chega aos nosso forgà,
que essa gayofa sa muy pala vè,
Polque are toros dente regayà,
Ingrila os oyo, ò zente que vè,
Como ingrilando, se reixa ficà,
polque sò nemglo, ri pole fazè,
com que esses besa, se reixa pasmà.
Magi eu palente quelia beba,
polq̃ tem sere, cos muito falá,
dà cà os bota, pol esse prazè,
faze q̃ quele eu arrebentà.
Zà bai chegando zunto de Belè,
Zà insiringa toros os portà,
sa glande cosa os vio sorbe,
polq̃ faze os oyo muito despertà.
Muito candea eu vezo acendè,
deixame vozo os oyo esfregà,
Zazu me vaya não sè que isso he,
olà, tem mão ferra carcanhà.
O zá chegamo a vè nosso be,
turo o pletio amgola palà,
& cos curaro toros respondè,
a q̃ vozo quele amgola pleguntà.
| Todos. | Sa qui turo zente? turo zente sà. Ola imbola, deixa vozo essà. |
Mi vay dentro nos portà,
para ingrilà os Minino,
se sà muito pequenino,
& si sabe za falà.
| Todos. | Sà qui turo zente? turo zente sà. Ola imbola, logo comelà, |
Eu vay pleguntà siolo,
se seo May sà ri Rozalio,
polque sà no soritario,
não vay pala Sarbadolo.
| Todos. | Sà qui turo zente? turo zente sà. Ola imbola, logo entralà. |
Eu vay rize a San Zuze,
se entra là nosso gayofa,
com seos bocaro, ri sorfa,
nosso garganta fazè.
| Todos. | Sà qui turo zente? turo zente sà. Ola imbola, logo bebelà. |
Otro a re eu pleguntà
que tem rente ri coeyo,
que me diga siolo beyo,
em que rimgua are falà.
Caya bessa, bos no sabe,
que esse Minino sa Dezo,
que sabe magi dulmindo,
do que vòs sabe desperto.
Não sabe bozo sarbaze,
que elle faze co as dedo,
esse maneca fromozo,
que vos sà cos oyo vendo.
Não ve vòs que dize o Cula,
que nos Campo Damaseno,
fez os moiele, & os home,
com sua bezunto plefeto,
1 Za não reprica parabra,
Se elle sabe tantos verso,
q[u]e fes moyele que sabe,
o seu, & magio aeyo.
Entrabos rogo siole,
& façamo como preto,
pala que diga Minino,
essa zente benza Dezo.
Estribillo.
Sarbate Des Manoe,
que rindo, q̃ sa, q̃ rindo q̃ be,
pala sarba os pretio
chega ri frio a treme;
Zambamgua, Zambamgue,
que inda que treme ri frio,
sua colaçaõ ardè.
Coplas.
Olà amgola mia siolo,
temos muito que faz[e],
que vem vozo cà buscá,
quelemos toros sabè,
Se vòs ven cà por verente,
pole vozo recoye,
que ha cà varente que pòle,
vinte paõ mole comè.
Esse vòs vem por retrado,
ca não farta bacharè,
que cuma sò rezoalo?
repanha quando quele.
Se vòs vem governar mundo,
tem vòs conta que faze,
que vos ale pol um criso,
quem não quele em vozo cre
Reixa Minino esses coza,
vem vozo pala Guinè,
que eu vos plometè q̃ neglo,
seo Rey vos ale faze.
Y Pa siolo vossa May,
sela esse ano que vem,
nosso Raynha, nos fessa,
do Rosalio, que eu fazè.
Vem vòs pala nosso terra,
que não farta que comè,
& leva muy boas vira,
pois não vos farta podè.
Vozo tem là Catelina,
Zoana magi Zabè,
que nos coza do amolo,
seos quatlo ponto sabe.
Não falta là casaia,
mio, favo, porchè,
pala manhã que sa frio,
o zente branco comè.
Tambe la sa Esclivão,
Corregedolo tambe,
Meirio, & magi farfayara,
pala vos vi recebè.
Turo sa là supelando,
pala ve que vozo vem,
a faze tanto jusiça,
que não se queixa ningè.
Mas faze vòs vosso gosto,
que se vòs vem pol quelè,
o Amolo nunca pòle,
sar nunca sem palecè.
Coplas.
Sarbate Des Manoe, &c.